A crise climática, a economia e o impacto social

A semana começou com a divulgação dos resultados do novo relatório do IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima da ONU. Foi um sinal vermelho de cientistas do mundo todo sobre as evidências atuais da ciência do clima. Não são boas notícias. A crise climática piorou, os extremos climáticos acontecem antes do previsto e ações de eliminação de gases-estufa são ainda mais urgentes. A boa notícia é que com determinação para enfrentar o desafio ainda há oportunidades para reverter o pior.

Ninguém está a salvo, disse a dinamarquesa Inger Andersen, diretora do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o Pnuma. O Brasil é muito vulnerável à crise. “O impacto na economia pode ser gigante, diz o físico Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo e membro do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, o IPCC.

“Temos que diminuir a vulnerabilidade da economia brasileira, melhorando a resiliência. Esta é uma questão fundamental”, acrescenta.

Artaxo nos alerta para os efeitos sociais da emergência climática, um ponto ainda pouco explorado na intensa divulgação dos achados do AR 6, o relatório do Grupo 1 do IPCC. “As mudanças climáticas exacerbam as diferenças sociais e podem trazer mais instabilidade no mundo”, diz ele, um dos autores do relatório.
Nos últimos tempos, o pesquisador tem trabalhado com o impacto da Amazônia no clima global e também em observar como o aquecimento global impacta a sobrevivência da floresta.

Paulo Artaxo é nosso convidado na Live do Valor de amanhã, quinta-feira, 12 de agosto, às 11h. A entrevista será conduzida pela repórter especial do Valor Daniela Chiaretti, e transmitida pelo site e canais do Valor no YouTube e LinkedIn.

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