A tensão na América Latina e seu reflexo na fronteira dos EUA I AO PONTO

A decisão da Assembleia Legislativa de El Salvador de destituir o procurador-geral e os cinco juízes da Corte Constitucional do país, no começo de maio, não foi apenas um sintoma de que a democracia corre riscos no pequeno país da América Central. A crise institucional na nação do presidente Nayib Bukele, que integra o chamado triângulo do Norte com Honduras e Guatemala, também revela a fragilidade política em toda região. E mostra o tamanho do desafio para Joe Biden enfrentar a crise de imigrantes ilegais nos Estados Unidos. Só no último mês de março, 172 mil pessoas, entre elas 19 mil menores desacompanhados, foram detidas na fronteira do sul dos EUA, o número mais alto em 15 anos. A crise migratória fez quem que a própria vice-presidente Kamala Harris assumisse a coordenação do tema na Casa Branca. Por um lado, ela atua na articulação de uma resposta política ao governo de El Salvador. Por outro, tenta desestimular a chegada à fronteira desses imigrantes ilegais. Para isso, os Estados Unidos anunciaram uma ajuda de US$ 310 milhões aos países do Triângulo do Norte para amenizar a insegurança alimentar. Esse dinheiro faz parte de um plano ainda maior, de US$ 4 bilhões, para frear o fluxo na fronteira. No entanto, os principais analistas internacionais reconhecem que essa ajuda não resolve o problema. No Ao Ponto desta segunda-feira, a repórter especial Janaina Figueiredo e o professor de Relações Internacionais da Faap Carlos Gustavo Poggio analisam a extensão da instabilidade política na América Latina e de que forma ela afeta os planos de Biden para frear a imigração ilegal, um dos temas mais sensíveis da política americana.

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