Bolsonaro fez aposta intencional na ‘imunidade de rebanho’? I AO PONTO

Em diversas ocasiões no início de 2020, o presidente Jair Bolsonaro expôs o que pensava sobre como o Brasil venceria a pandemia. Seria quando a imensa maioria das pessoas já tivesse sido infectada pelo novo coronavírus, produzindo a imunidade coletiva. A estratégia de estimular a chamada “imunidade de rebalho” foi amplamente defendida por conselheiros do presidente, como o ex-ministro Osmar Terra. Àquela altura, o debate estava em alta em outros lugares, como na Inglaterra, onde a estratégia era testada, porém não deu certo. O volume de mortes associadas seria tremendo. Foi quando os ingleses perceberam que a maneira certa de obter esse tipo de imunidade seria pela vacina. Aqui no Brasil, no entanto, o cerne do discurso da maior autoridade do país manteve-se inalterado. Essas ações e declarações de Bolsonaro compõem uma investigação, solicitada pela CPI da Covid ao Centro de Estudos e Pesquisas de Direito Sanitário da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Em um estudo de 200 páginas, o grupo montou um quebra-cabeças que aponta, segundo os estudiosos, uma estratégia federal para adotar a tese da imunidade coletiva por meio da infecção, e não da vacina. No Ao Ponto desta quarta-feira, o diretor geral do Centro de Estudos e Pesquisa em Direito Sanitário da Faculdade de Saúde Pública da USP (Cepedisa), professor Fernando Aith, explica os resultados na análise e de que forma os pesquisadores concluíram que houve uma estratégia de disseminar o vírus no Brasil.

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