Como a pandemia aumentou a desigualdade no Brasil? I AO PONTO

A retomada da economia fez com que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil voltasse ao patamar do final de 2019, antes da pandemia. No entanto, a recuperação é desigual, e justamente os brasileiros mais pobres foram os que menos se beneficiaram dela. Exemplo disso é o consumo das famílias, que se manteve estagnado, e o desemprego, que bate sucessivos recordes. Esse cenário reforça um dos mais antigos e graves problemas do país: a desigualdade. De acordo com estudo produzido pela FGV Social, a renda média está abaixo de R$ 1 mil pela primeira vez. Encolheu 11%, porém o recuo foi ainda maior para os 50% mais pobres da população. Nesse grupo, que tem um volume expressivo de trabalhadores informais, a renda teve uma redução de quase 21% no mesmo período. A FGV também mede a satisfação com a vida presente, e a chamada percepção da felicidade também impactou negativamente os mais pobres. O índice teve o pior resultado desde o início da série histórica, em 2006. Porém, não houve mudança nesse indicador para os brasileiros com renda mais elevada. Enquanto isso, no caso dos mais pobres, a queda foi expressiva. A diferença entre os extremos passou de 7,9%, em 2019, para 25,5% no final de 2020. No Ao Ponto desta quarta-feira, o economista Marcelo Neri, diretor da FGV Social e responsável pela pesquisa, explica por qual razão o crescimento econômico não beneficia as diferentes camadas sociais e aponta o que pode frear o aumento da desigualdade.

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