Copom e dados fracos nos EUA derrubam dólar

Moeda americana caiu ao menor nível desde janeiro, após Banco Central adotar tom duro em comunicado da decisão sobre a Selic. Dados fracos de atividade nos EUA esfriaram aposta em alta de juros e também enfraqueceram a moeda americana.
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O impacto da decisão do Copom sobre o dólar foi o grande destaque dos mercados durante a primeira semana de maio. A decisão veio em linha com o que o mercado esperava. O Comitê de Política Monetária do Banco Central elevou a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, de 2,75% para 3,50% ao ano. O que chamou a atenção dos investidores foi o Banco Central ter adiantado em seu comunicado que vai fazer uma nova alta de juros na reunião de junho. Em seu comunicado, o Copom não se comprometeu com o ajuste parcial da Selic, o que significa que os juros poderão subir a patamares tão elevados que até mesmo deixem de estimular a economia. O mercado que mais reagiu à decisão foi o de câmbio. O dólar despencou no dia seguinte ao Copom, na quinta-feira, dia 06 de maio, e chegou a fechar no menor nível desde janeiro, abaixo dos R$ 5,30, refletindo o tom duro do Banco Central. Na primeira semana de maio, a moeda americana registrou queda firme, um movimento também ajudado por dados de atividade piores que o esperado nos Estados Unidos. O Ibovespa, por sua vez, terminou a semana em alta. O índice foi ajudado pelo exterior favorável aos ativos de risco, pelas commodities e pelo desempenho dos grandes bancos, que no geral registraram balanços trimestrais melhores do que o esperado. No exterior, os números decepcionantes do mercado de trabalho nos Estados Unidos contribuíram para uma queda do dólar no mundo inteiro e também ajudaram a esfriar as apostas de elevações das taxas de juros americanas. O relatório geral de criação de empregos do país, o chamado payroll, apontou a criação de 266 mil vagas de emprego em abril, sendo que a estimativa era de geração de 1 milhão de postos de trabalho. O resultado mostra que a economia americana está se recuperando, mas permanece bem abaixo do patamar pré-pandemia, o que exige juros bem baixos ainda por algum tempo. Por outro lado, o Banco da Inglaterra pensa em retirar estímulos à economia. A instituição manteve a taxa básica inalterada na quinta-feira, dia 06 de maio, mas já começou a falar em diminuir a compra de ativos. Na semana da segunda semana de maio, os investidores vão prestar atenção à ata do Copom e aos dados do IPCA de abril, que saem na terça-feira dia 11 de maio. Na quinta, dia 13 de maio, será divulgado o Índice de Atividade Econômica do Banco Central, o IBC-Br, de março, E no exterior, os destaques são os dados de inflação dos Estados Unidos, na quarta, dia 12 de maio, e os números do varejo americano na sexta, dia 14 de maio.

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