Direito ao aborto: O caso dos EUA e seus reflexos no mundo I AO PONTO

Manifestantes pró-aborto deram início nesta semana a uma intensa pressão sobre a Suprema Corte dos Estados Unidos. A mobilização teve início tão logo o site Político revelar o rascunho de uma decisão dos juízes que, se confirmada, deve rever um marco no direito à interrupção da gravidez, que prevalece há quase meio século. Em 1973, a instância máxima da Justiça dos EUA permitiu o aborto no país. O caso “Roe vs. Wade” concedeu às americanas o direito de fazer o procedimento com até 28 semanas de gravidez. Levantamento de um dos mais respeitados centros de pesquisas do país aponta que a maioria dos adultos americanos (59%) são favoráveis ao aborto. Mas a minoria não apenas é expressiva. Também é articulada e igualmente está mobilizada, principalmente em estados conservadores, como o Texas. Nesses estados, a reversão desse entendimento da Suprema Corte servirá de carta branca para execução de leis que criminalizam o aborto e que, hoje, são contestadas na Justiça. O presidente Joe Biden disse que existe o risco dessa decisão representar o início da supressão de outros direitos. Porém, muitos analistas debatem até que ponto o próprio vazamento do rascunho, o que é raríssimo, representa um perigo à independência da Suprema Corte. No Ao Ponto desta quinta-feira, a jornalista Talita Fernandes, que acompanha as discussões sobre o caso em Washington, e a coordenadora do Observatório de Sexualidade e Política, Sonia Corrêa, explicam por que essa possível mudança causou um terremoto político nos EUA e analisam como essa decisão pode afetar as mulheres mais vulneráveis e influenciar o debate sobre a interrupção da gravidez na América Latina e no Brasil.

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