Ibovespa bate recorde e dólar acumula queda de 2,62% na semana

Fique por dentro dos mercados com o resumo de finanças do Valor. O vídeo vai ao ar toda sexta-feira, acompanhe.

#dólar #Ibovespa #ações

Os mercados tiveram um desempenho positivo na quarta semana de maio, refletindo a melhora na situação das contas públicas e o otimismo sobre o crescimento da economia brasileira.

O cenário fiscal do Brasil se consolida no curto prazo como mais positivo do que se esperava, em razão de números surpreendentes de arrecadação.

Na quarta-feira, dia 26, o Tesouro Nacional, que é o guardião dos cofres públicos, divulgou a redução nas suas projeções para a dívida pública em 2021 e passou a estimar uma dívida com um prazo médio maior do que antes.

Além disso, na quinta, dia 27, o Tesouro também divulgou o resultado primário do governo central, com um superávit de R$ 16,5 bilhões em abril. Foi o maior superávit para o mês desde 2014 e quase o dobro do esperado pelo mercado.

Tudo isso significa que os riscos de o governo não honrar a sua dívida são muito menores agora. A agência de classificação de risco Fitch também contribuiu com essa melhora da percepção de risco fiscal, ao reiterar a classificação de risco para o Brasil e também reduzir a projeção da dívida pública como percentual do PIB.

Esse conjunto de notícias mais positivas e projeções cada vez mais otimistas do mercado para o PIB brasileiro reduziu a percepção de risco fiscal e ajudou os ativos locais.

Os mercados de juros e de câmbio reagiram de forma muito clara a isso. Os juros futuros de longo prazo, que acompanham mais de perto a dinâmica das contas públicas, tiveram uma forte queda ao longo da semana.

O dólar comercial, por sua vez, chegou a ir abaixo de R$ 5,23 e também registrou um recuo firme. Nas ações, o Ibovespa ficou mais perto de bater o seu recorde, impulsionado por gigantes como Vale, Petrobras, Bradesco e Banco do Brasil, se aproveitando também da alta das bolsas no exterior. Ações de empresas que sofreram com a pandemia e agora se aproveitam da reabertura da economia também foram bem, como companhias aéreas e de viagens.

No geral, os especialistas estão mais otimistas sobre o desempenho da economia brasileira em 2021 por causa dos dados surpreendentes da atividade no primeiro trimestre do ano. As projeções do mercado para crescimento do PIB neste ano reunidas na pesquisa Focus do Banco Central estão em 3,5%.

Na segunda, dia 24, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que as expectativas da autoridade monetária sobre o PIB estão indo em direção aos 4%, depois dos números surpreendentemente positivos do primeiro trimestre.

Falando em PIB, esta semana foi de divulgação da segundo prévia do PIB americano, que veio ligeiramente abaixo do esperado, mas bem forte. O PCE, indicador de inflação preferido pelo Federal Reserve, o Fed, banco central americano veio em linha com o esperado.

Ou seja, nada que mude a política de juros muito baixos nos Estados Unidos, postura que foi reforçada durante a semana por vários dirigentes do Fed, que veem a alta da inflação como temporária.

You May Also Like