O olhar de um médico brasileiro na Índia tomada pela Covid I AO PONTO

Atravessando o colapso na saúde pela explosão no número de infectados pela Covid-19, a Índia sofre com a falta de oxigênio, de medicamentos e de leitos de UTI para auxiliar no tratamento de pacientes. Uma representação da batalha para conseguir insumos é o preço do cilindro de oxigênio no mercado clandestino, que ficou dez vezes mais caro. Também existe uma corrida frenética por remédios como o Remdesivir, que auxilia os pacientes que evoluem para a síndrome respiratória aguda grave. As imagens da segunda onda de Covid-19 na Índia, com um número oficial de mais de 205 mil mortos, em uma contagem subnotificada, lembram o que aconteceu em Manaus, no início do ano. Em um país com 1,4 bilhão de habitantes, porém, a escala é muito maior. Na esteira da crise sanitária, assim como aconteceu no Brasil, há também uma nova variante na Índia que, de acordo com a OMS, já foi identificada em 19 países e é a responsável pela disparada de casos, em associação às aglomerações e festas tradicionais, que ocorreram sem restrições. No Ao Ponto desta sexta-feira, o médico radicado na cidade de Jamnagar Francisco Paquet dos Santos relata como está a situação no país e quais são os fatores que tornam ainda mais complexo o enfrentamento da pandemia. O professor de Relações Internacionais da FGV Oliver Stuenkel analisa a atuação do governo indiano e a importância do apoio internacional, que chega de forma mais rápida e contundente ao país asiático na comparação com o Brasil.

 

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