O que já se sabe sobre a operação mais letal da polícia do Rio?

O que já se sabe sobre a operação mais letal da polícia do Rio?
Quatro dias depois da operação da Polícia Civil do Rio na favela do Jacarezinho, na última quinta-feira, ainda há muitas perguntas sem resposta. Porém, o quebra-cabeças sobre o que tornou-se a ação mais letal da História da polícia fluminense já começa ser montado. Até agora, foram contabilizados 28 mortos, sendo que um deles é o policial André de Mello Frias. Segundo a polícia, os outros 27 homens eram ligados ao tráfico de drogas e à facção que domina a comunidade. Apenas quatro dos 27 mortos, no entanto, eram alvo da operação que tinha por objetivo coibir o aliciamento de crianças para atuar no tráfico. E dois deles não tinham nenhuma anotação criminal, de acordo com relatório de inteligência da Polícia Civil, obtido pelo GLOBO e produzido três dias após a operação. A Polícia Civil sustenta que os 200 policiais enfrentaram resistência e reagiram. Essa reação está registrada em boletins de ocorrência e no relatos de policiais e testemunhas, que revelam a dinâmica das mortes ao longo de toda a manhã de tiros e tensão na comunidade. O repórter de polícia Rafael Soares conta o que já se sabe sobre as mortes no Jacarezinho. Ele também descreve os pontos ainda obscuros sobre a operação; as dificuldades que devem existir para que a ação seja investigada; e de que forma a atuação dos policiais afetou o comando do crime organizado no Jacarezinho.

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