Teste de DNA identifica corpo de bebê encontrado na Noruega no Ano-Novo

No primeiro dia de 2021, dois policiais da Noruega fizeram uma triste descoberta na costa sudoeste do país: o corpo de um bebê envolto em um colete salva-vidas.

Iniciava-se também um mistério.

“Não tínhamos nenhum relato de bebê desaparecido na Noruega, e nenhuma família procurou a polícia”, conta Camilla Tjelle Waage, policial que liderou as investigações.

Havia uma pista: o macacão azul usado pelo bebê não era de uma marca norueguesa, indicando que ele não era dali. Tudo apontava para a França.

Quase seis meses depois, e graças a testes de DNA, o menino foi identificado: Artin, de um ano e três meses, havia morrido com a família bem longe dali, no Canal da Mancha, após o bote em que viajavam afundar em 27 de outubro.

Após uma longa jornada, a família curdo-iraniana tentava chegar ao Reino Unido, vinda da França.

O corpo dos pais e dois irmãos de Artin – Rasoul Iran-Nejad, de 35 anos; Shiva Mohammad Panahi, de 35 anos; Anita, de nove anos; e Armin, de seis anos – tinham sido encontrados após a tragédia, mas o do bebê continuou desaparecido.

Agora, espera-se que o corpo de Artin seja enviado ao Irã, para ser enterrado junto aos pais e irmãos.

A família era da cidade de Sardasht, no oeste do país, perto da borda com o Iraque.

Milhares de refugiados curdo-iranianos arriscam suas vidas nas mãos de atravessadores para chegar à Europa todos os anos, fugindo de perseguição política e da pobreza.

A região do Curdistão abriga entre 25 milhões e 35 milhões de pessoas, e está localizada numa área montanhosa dividida pelas fronteiras de Turquia, Iraque, Síria, Irã e Armênia.

Embora sejam o quarto maior grupo étnico do Oriente Médio, os curdos nunca conseguiram obter uma nação permanente.

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