Trabalho: um mundo que agora inclui nômades digitais, home office e colaboração remota

O trabalho e a maneira como nos relacionamos com ele mudou radicalmente nos últimos dois anos. Durante o primeiro ano da pandemia, mais de 8,2 milhões de brasileiros puderam viver o home office e precisaram aprender a trabalhar de casa, testar novas ferramentas digitais e construir um novo tipo de colaboração a distância. Diante da retomada presencial que é possível agora, voltar para o escritório para exercer a função da mesma maneira que antes, parece algo longe da realidade que gostariam de viver. Não saímos dessa experiência do mesmo modo que entramos.

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Para falar sobre as experiências de trabalho que têm vivido pessoalmente e também como gestores de empresas, participam da Live do Valor o fundador do Mercado Livre, Stelleo Tolda, o publicitário e empreendedor Nizan Guanaes e a sócia da consultoria Mckinsey, Fernanda Mayol, que vai trazer a expertise de quem está atuando dentro das organizações nesse momento de grandes transformações.

De que forma as empresas estão começando a desenhar arranjos de horário e para o expediente para atender profissionais que experimentam o modelo híbrido, trabalhando alguns dias de casa e outros do escritório? Algumas estão, inclusive, revendo também seus processos internos como os de contratação, avaliação e promoção. Por conta desse desenho, estão sendo criados novos círculos de poder nas organizações.

O resultado desse novo experimento ainda não pode ser medido com precisão. Mas é sabido que a flexibilidade é uma condição que se tornou essencial para o futuro do trabalho. Novos nômades digitais agora podem trabalhar de qualquer lugar, mas será que as empresas estão de fato adaptadas ao novo modelo? Como elas vão lidar com essa nova força de trabalho mais descentralizada que quer colaborar, mas não quer mais barreiras hierárquicas e se acostumou a fazer tudo remotamente?

O home office vai prosseguir ou mudar no pós-pandemia? No momento em que o trabalho pulou para dentro da casa dos trabalhadores há dois anos, uma barreira se rompeu. Este será o momento de repensar os limites e o novo equilíbrio que vamos ter que buscar em nossa vida pessoal e profissional? É possível acabar com a síndrome do “always on”, de estar o tempo todo ligado, recebendo e-mails fora do horário de trabalho, com o WhatsApp chamando sem parar?

Com a pandemia, certamente rumamos mais rápido em direção ao futuro do trabalho que pensávamos até então. A digitalização se espalhou, a automação de processos ganhou tração e tudo correu na direção do que havia se cogitado antes, só que agora executado de um jeito diferente. Pelo caminho, apareceram o aumento dos casos de burnout, o estresse, a ansiedade, e o cansaço extremo, entre líderes e liderados. Além da vontade de repensar o propósito do trabalho. A grande debandada, onda de pedidos de demissões voluntárias que está acontecendo em países como nos EUA, é um sinal de que os profissionais passaram a questionar o que, por quê e onde trabalham.

A live faz parte de uma programação especial de aniversário do Valor, que em maio completa 22 anos. A conversa será conduzida pela editora de Carreira, Stela Campos, e transmitida pelo site e páginas do Valor no YouTube, LinkedIn e Instagram.

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