Vera Magalhães: “Bolsonaro saiu chamuscado da fala de Pazuello” I AO PONTO

Foram muitos os senadores que trabalharam para sensibilizar o ex-ministro Eduardo Pazuello a apontar a cadeia de comando de decisões controversas do governo relacionadas à pandemia. Mas o general Pazuello manteve o discurso do primeiro dia de sessão, e seguiu na linha de tentar eximir o presidente Jair Bolsonaro de responsabilidade sobre a demora para comprar vacinas ou na política de disseminação do tratamento ineficaz contra a Covid. A diferença, dessa vez, é que ele foi submetido ao contraditório, e deixou escapar lacunas, que deverão ser exploradas pela CPI. Em um caso, por exemplo, reconheceu que Bolsonaro participou da reunião que descartou a intervenção na Saúde no Amazonas, durante a crise de oxigênio. Por outro lado, os governistas também tiveram mais espaço. E seguiram o script de que o governo teria cumprido o seu papel de repassar dinheiro e equipamentos para estados e municípios. Exploraram ainda o fato de os governadores, inclusive da oposição, terem defendido o uso da cloroquina, mesmo que isso tenha ocorrido bem antes dos estudos clínicos demonstrarem a ineficácia do medicamento. Enquanto isso, o relator Renan Calheiros enfileirava possíveis mentiras e contradições do depoente. Contou 14, ao todo. No Ao Ponto desta sexta-feira, a colunista Vera Magalhães aponta os resultados mais importantes do depoimento do ex-ministro à CPI e de que forma a fala de Pazuello deve nortear os trabalho da comissão daqui para frente.

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